Até onde a adoração a uma celebridade é normal?
Você pode até não conhecer nenhuma música dela, mas é quase certeza que já ouviu falar nesse nome: Taylor Swift. E, muito provavelmente, sabe que essa loira americana é um fenômeno da música pop, com uma das maiores legiões de fãs desse planeta.
Sejamos justos, ela não é a primeira e nem a última celebridade a ser adorada de uma forma quase que religiosa pelos fãs. Mas, apesar disso, é difícil não se impressionar com alguns comportamentos fanáticos! Esse é um tema tão intrigante do ponto de vista sociológico que é motivo, inclusive, de estudos científicos e, recentemente, virou até um curso na Universidade do Kansas, nos EUA.
Do ponto de vista psiquiátrico, existe uma síndrome chamada de Síndrome de Adoração a Celebridades (Celebrity Worship Syndrome), que, embora não seja um diagnóstico formalmente catalogado nos manuais, descreve muito bem o comportamento dos indivíduos perante seus ídolos.
Uma síndrome que, a depender da dimensão e da gravidade, pode envolver sintomas depressivos, ansiosos, obsessivos, compulsivos e até mesmo psicóticos. E em meio a todas essas manifestações, observamos diferentes tipos de personalidades que contribuem para o desenvolvimento dos sintomas.
A hiperconectividade da sociedade atual, com destaque para as redes sociais, propicia um contexto que amplia exponencialmente esse fenômeno. A tal Síndrome de Adoração a Celebridades poderia ser vista como um Transtorno Obsessivo-Aditivo.
Em linhas gerais, ter ídolos e ir a shows faz bem à nossa saúde mental e contribui para o desenvolvimento pessoal dos jovens. A discussão aqui gira em torno do equilíbrio. E, em caso de desequilíbrio, uma conversa com um profissional de saúde mental é de extremo valor.