Antes de tudo, é importante destacar aqui que a ansiedade é um sentimento normal! Faz parte da vida de todos e, inclusive, nos auxilia a obter um melhor desempenho em nossas atividades rotineiras.
Assim como também é normal que em alguns momentos fiquemos bastante ansiosos, mas, pouco tempo depois, tal ansiedade tende a voltar ao seu padrão de normalidade.
O problema é quando a ansiedade atinge níveis elevados e assim permanece na maior parte do dia e por vários dias seguidos, atrapalhando o funcionamento da pessoa. A partir daí, a ansiedade deixou de ser algo normal e passou a ser um transtorno. E, como tal, merece uma maior atenção e uma intervenção no sentido de se evitar as muitas consequências negativas que isso pode trazer.
A ansiedade, quando em níveis elevados, atrapalha bastante o funcionamento da pessoa afetada, em decorrência de uma série de sintomas, sejam psíquicos ou somáticos.
As principais manifestações psíquicas de uma ansiedade exacerbada são: irritabilidade aumentada, prejuízo na capacidade de concentração e de manter o foco, esquecimentos frequentes, preocupações excessivas e desproporcionais, alterações no sono e alterações no apetite.
Dentre as manifestações somáticas, destacam-se: taquicardia, pressão ou dor no peito, dormência e formigamentos, tremores, dores de cabeça e dores no corpo, sudorese, sensação de calor ou frio e vontade aumentada de ir ao banheiro.
Por vezes, a ansiedade pode subir bruscamente e de forma muito intensa, gerando um desconforto tamanho a ponto de motivar o indivíduo a buscar um pronto-socorro clínico.
Existem vários tipos de transtornos ansiosos: transtorno de ansiedade generalizada, fobia social, transtorno do pânico e transtorno de ansiedade de separação. O tratamento envolve estratégias farmacológicas e não farmacológicas, sendo individualizado de acordo com as características do quadro apresentado pelo paciente.